Crise de memórias atinge a Valve e pode atirar a Steam Deck 2 para 2028

 Mais rumores da PS6 portátil.


Quem está à espera por uma nova geração da consola portátil da Valve vai ter de ter muita paciência. Novos rumores indicam que a Steam Deck 2 não deverá chegar ao mercado antes de 2028, com a possibilidade de sofrer ainda mais atrasos devido à atual crise mundial de componentes.

A informação, que tem circulado nos bastidores da indústria, teve origem no fórum NeoGAF através do conhecido insider KeplerL2. Segundo a fonte, a Valve tem 2028 como janela de lançamento, mas a atual "situação da memória RAM e NAND poderá atrasar o processo".


O impacto da crise de memórias

Toda a indústria dos videojogos tem sofrido com a escassez e o aumento de preços no mercado de memórias, algo que já afetou o atual modelo da consola. No início do ano, a Valve chegou mesmo a admitir que estaria a "reavalia o preço da Steam Machines enquanto a falta de memória global continua em 2026".

A atual estratégia da Valve parece ser a de "esperar para ver". A empresa quer garantir que o próximo modelo oferece um salto de geração importante, pretendendo um aumento de pelo menos 50% no rácio de desempenho por watt em comparação com a atual Steam Deck antes de avançar com o novo hardware.

Um atraso que pode trazer melhores especificações

Embora um lançamento tão tardio possa desiludir alguns jogadores, o insider KeplerL2 aponta que este atraso pode ter um lado extremamente positivo.

Ao contrário da futura PlayStation 6 (que deverá incluir uma versão portátil sob o nome de código Canis) e do projeto Helix da Xbox, a Steam Deck não é construída com base num SoC (System on a Chip) "semi-custom" altamente rígido e fechado. Esta ausência de um processador dedicado permite à Valve uma flexibilidade muito maior. Se a consola for adiada, a fabricante pode ir atualizando os planos e acabar por lançar o dispositivo com especificações técnicas muito melhores do que aquelas que estavam inicialmente previstas.

Existe atualmente uma forte discussão sobre a sustentabilidade destas futuras consolas portáteis. Receia-se que a utilização de CPUs com um número reduzido de núcleos possa tornar-se numa séria limitação ao longo do ciclo de vida da plataforma, especialmente tendo em conta as exigências de computação (como a física avançada e a densidade de NPCs) dos próximos jogos.

No caso da concorrente PS6 Portátil (que se diz ser mais potente que uma Xbox Series S e integrar o avançado upscaler PSSR 3), a capacidade de correr os próximos jogos vai depender dos compromissos que a Sony e os produtores estiverem dispostos a fazer. Já a Valve, com este suposto atraso até 2028, ganha tempo precioso para garantir que a Steam Deck 2 não nasce já desatualizada.


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