Diz especialista sobre os casos anti-monopólio.
A Sony Interactive Entertainment enfrenta vários processos legais devido à PlayStation Store, o único lugar onde é possível comprar jogos e conteúdos digitais para uma consola sua. Em territórios como Reino Unido, Espanha, Estados Unidos, e Holanda, isto resultou em vários processos nos quais a Sony é acusada de abusar da sua posição para inflacionar preços.
No entanto, ao anunciar o fim do formato físico a fundação Stichting Massaschade & Consument na Holanda, decidiu avançar com um processo legal contra a SIE, no qual exige $457 milhões para mais de 1,7 milhões de jogadores holandeses que, segundo alega, vão ser prejudicados pela companhia quando forem forçados a pagar os 30% de comissão à Sony, uma vez que não existe alternativa física.
Andrew Ching da Johns Hopkins Carey Business School, em Baltimore, nos Estados Unidos, falou com o Fortune e explicou que a Sony terá muitas dificuldades em safar-se das acusações sobre o “imposto Sony” (os 30% que aplica às compras na sua loja digital), quando não existirem opções físicas para comprar com desconto de retalhista ou comprar usado.
Até agora, a Sony usou o mercado físico como defesa, alegando que o retalho é concorrência, uma vez que não ganha dinheiro com a revenda de jogos. Para a Sony, não existe monopólio na PlayStation pois concorre com os preços dos retalhistas e o mercado de usados. No entanto, Ching diz que o fim do formato físico a Sony “essencialmente destrói a sua própria defesa” neste e outros processos legais.
