Está na hora de apertar o cinto.
A Bungie confirmou que está à procura de empresas interessadas em alugar grande parte da sua enorme sede em Bellevue, nos Estados Unidos. Depois de várias vagas de despedimentos que reduziram o tamanho do estúdio, a produtora ficou com um espaço gigante vazio, que está agora disponível para novos inquilinos até setembro de 2035.
Do pico da expansão aos despedimentos em massa
Quando a Sony comprou a Bungie em 2022, o estúdio estava numa fase de grande crescimento e chegou a ter mais de 1.600 pessoas na equipa. A ideia original era ter um espaço enorme para trabalhar no universo de Destiny e em novos projetos ao mesmo tempo.
Mas as quedas nas receitas mudaram os planos. A empresa começou a cortar na equipa e despediu cerca de 100 pessoas no final de 2023, seguidas por mais 220 saídas em meados de 2024. Mais recentemente, em junho de 2026, uma nova vaga de despedimentos afetou centenas de produtores das equipas de Destiny e Marathon.
Instalações de luxo
Com tantos cortes, a Bungie decidiu dar uso ao espaço que já não utiliza. Estamos a falar de instalações criadas de propósito para o desenvolvimento de grandes jogos. Quem alugar estes escritórios vai ter acesso a estúdios completos de captura de movimentos, salas de gravação de áudio e vários espaços pensados para testar jogos. Além de toda a área técnica, o edifício inclui um ginásio privado, uma parede de escalada, balneários e zonas de descanso.
Trabalho remoto e pressão nos jogos
Um porta-voz da Bungie justificou esta decisão com a transição da empresa para um modelo de trabalho focado no formato digital e remoto, garantindo que o estúdio manterá uma presença física mais reduzida em Bellevue.
Esta redução de espaço acompanha o momento sensível que a produtora atravessa com os seus jogos. A produção regular de conteúdo para Destiny 2 terminou oficialmente a 9 de junho de 2026, sem certezas sobre o lançamento de um terceiro jogo. A principal aposta ativa do estúdio, o shooter de extração Marathon, tem registado quedas enormes no número de jogadores, colocando uma pressão extra sobre o futuro da companhia liderada pela Sony.
