Sony tenta calar críticas ao fim do formato físico

 Novas políticas implementadas.

A Sony está cansada de lidar com a chuva de críticas que está a receber após anunciar o fim do formato físico. Desde o início de julho, as críticas são constantes e surgem em praticamente todos os comunicados feitos nas redes sociais e Youtube, afetando até mensagens sobre conteúdos de parceiras.



Para responder a isto, a Sony avançou com uma nova política apresentada como uma política anti-assédio. A partir de agora, a Sony poderá tomar ações para travar o uso de linguagem ofensiva, ameaças, difamação, intimidação, descriminação, ataques contra os seus funcionários e até a visita não autorizada dos seus escritórios.

Estas medidas parecem totalmente compreensíveis e esperadas de uma companhia que procura proteger os seus funcionários, mas o que chamou a atenção é a forma como são descritas algumas das situações que serão punidas pela Sony.

A companhia informa que não vai tolerar “exigências persistentes, repetidas ou prolongadas”, nem sequer “pedidos não relacionados com produtos ou serviços”, muito menos “exigências aos funcionários”. A lista de comportamentos não tolerados que podem ser punidos é extensa e está a dar que falar.

Ao comunicar que não vai tolerar pedidos não relacionados com produtos ou serviços ou exigências persistentes, a Sony está praticamente a dizer que está cansada da chuva de mensagens sobre o fim do formato físico e a exigência em reverter a decisão.

Se a Sony decidir que alguém está a violar estas normais de conduta, poderá sofrer restrições ou a suspensão do serviço de consumidor, mas poderá iniciar colaborações com as autoridades para avançar com medidas legais e processos nos tribunais. Tendo em conta que a companhia está a defender em tribunal a forma como vende licenças digitais e os termos usados para as vender, somado a estas novas políticas, não parece que a companhia pense sequer em reverter o rumo.

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