"Tenho jogado com a minha família e era uma conta compartilhada."
A recém-nomeada líder da Microsoft Gaming, Asha Sharma, viu-se envolvida na sua primeira controvérsia com a comunidade Xbox. O centro da polémica surgiu depois de Sharma partilhar publicamente a sua Gamertag (o nome de utilizador na plataforma Xbox), o que levou vários jogadores a escrutinarem o seu histórico.
10.000 pontos num mês
A análise feita pela comunidade revelou que a conta tinha sido criada há apenas um mês (meados de janeiro de 2026), mas já tinha acumulado mais de 10.000 pontos Gamerscore. O perfil mostrava 100% de conclusão do jogo Firewatch, conquistas raras em Minecraft e 43 horas de jogo no título Ball x Pit numa única semana.
Este volume de atividade num curto espaço de tempo levantou suspeitas, com acusações de que a nova CEO tinha uma conta artificialmente impulsionada para falsificar a sua dedicação aos videojogos. Ao mesmo tempo, a sua comunicação altamente formal no X levou a acusações de que estava a utilizar ferramentas de inteligência artificial para interagir com os fãs.
A justificação da nova CEO
Confrontada com o escrutínio, Asha Sharma respondeu diretamente no X, esclareceu que a rápida acumulação de conquistas e de horas de jogo resulta do facto do perfil ser partilhado por várias pessoas em sua casa.
"Fingir seria terrível e não funcionaria. Não esperava que a minha Gamertag fosse tão comentada — a verdade é bem mais banal", explicou Sharma. "Criei a conta recentemente para aprender e compreender este mundo. Tenho jogado com a minha família e era uma conta partilhada em casa através de vários dispositivos. Já corrigimos isso este fim de semana e agora cada um joga na sua própria Gamertag."
O desmentido sobre a IA
Relativamente às suspeitas sobre a utilização de IA na gestão das suas redes sociais, a executiva foi peremptória: "Sim, escrevo os meus posts pessoalmente". Sharma optou por desdramatizar as acusações, chegando a responder com um humorístico "Beep boop beep boop" a um utilizador que a apelidou de bot.
