Marvel's Wolverine pode ser já o primeiro.
Nos últimos anos, a Sony habituou os jogadores do PC a receber algumas das suas maiores obras cinematográficas, com títulos de peso como The Last of Us, Marvel’s Spider-Man e God of War a ultrapassarem a barreira da exclusividade das consolas. Mas é possível que essa fase dos "ports" narrativos esteja a chegar ao fim.
A especulação ganhou força depois dos comentários do conceituado jornalista Jason Schreier no podcast Triple Click. Segundo Schreier, a estratégia da PlayStation para o mercado de PC poderá sofrer uma reestruturação drástica a curto prazo.
O foco exclusivo no modelo "Live-Service"
A nova visão da Sony passaria por abandonar a conversão de jogos single-player tradicionais para PC, concentrando os esforços no PC única e exclusivamente em jogos live-service (títulos com atualizações contínuas e forte componente multijogador).
Isto significa que as grandes aventuras narrativas que definem o ADN da PlayStation — como um hipotético Ghost of Tsushima 3 — permaneceriam bloqueadas no ecossistema dos consoles. Schreier utilizou Marvel’s Wolverine como o principal exemplo desta alegada nova política: o jogo da Insomniac Games tem lançamento marcado para a PlayStation 5 e, segundo o jornalista, as probabilidades de vir a receber uma versão para PC são remotamente escassas.
A lógica comercial por trás do recuo
O motivo para esta súbita inversão de marcha prende-se, fundamentalmente, com a rentabilidade e a venda de hardware. De acordo com a análise de Schreier, as vendas das versões PC de certos jogos single-player podem não estar a justificar a perda do "fator de exclusividade".
Se o impacto financeiro de um lançamento no Steam não for estrondoso, a Sony considera ser muito mais vantajoso manter a exclusividade total na consola. Desta forma, obras como Marvel's Wolverine mantêm o seu papel original e importante: funcionarem como o principal argumento de peso para convencer os consumidores a adquirirem uma PlayStation 5.
De momento, a Sony ainda não se pronunciou oficialmente sobre qualquer alteração à sua estratégia multiplataforma, mas os sinais da indústria apontam para um regresso às raízes da exclusividade fechada.
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