Ação agressiva da Sony criou uma falsa esperança.
A recente confirmação do encerramento da Bluepoint Games por parte da Sony não resultou apenas na perda de dezenas de postos de trabalho; deitou também por terra as esperanças da comunidade de ver o tão aguardado remake de Bloodborne.
Para tentar compreender a atual desilusão, é preciso recuar até ao final de 2024. Nessa altura, o criador independente Maxime Foulquier ganhou enorme destaque na comunidade ao revelar que estava a desenvolver, por conta própria, um remake não oficial do famoso jogo da FromSoftware no Unreal Engine 5.
A carta da Sony e a falsa esperança
O projeto amador impressionou pela sua fidelidade, mas teve um fim prematuro. Em março de 2025, Foulquier recebeu uma notificação legal dos advogados da Sony, exigindo a imediata interrupção do desenvolvimento e a remoção de todos os materiais relacionados com a propriedade intelectual.
Na altura, o criador optou por não dramatizar o bloqueio legal. Pelo contrário, Foulquier e milhares de fãs interpretaram a ação agressiva da Sony como um sinal positivo. A teoria mais usada foi a de que a empresa japonesa estava a proteger a marca porque estava a ser produzido um remake oficial, que apontava para a Bluepoint Games (responsável pelo remake de Demon's Souls) como o estúdio óbvio para a tarefa.
Com o recente anúncio do encerramento da Bluepoint e o cancelamento dos seus projetos, essa teoria desmoronou-se por completo. O fecho do estúdio confirma, para frustração da comunidade, que a ação legal contra o projeto de Foulquier não era um prenúncio para um anúncio oficial, mas sim um mero exercício padrão de proteção de direitos de autor.
A comunidade de Bloodborne acaba por sofrer duas derrotas: perde o ambicioso projeto indie que modernizava apaixonadamente Yharnam e vê agora desaparecer o estúdio que todos imaginavam ser o salvador da franquia.