A Valve prepara-se para atacar em força o mercado das consolas com a sua nova Steam Machine. Segundo Mike Ybarra, antigo executivo da Xbox e da Blizzard, a Sony já perspetiva o novo hardware da Valve como um dos seus principais concorrentes no mercado das consoles de sala.
Foi no X que Ybarra comentou as recentes decisões estratégicas da PlayStation, nomeadamente a opção de manter títulos de grande orçamento (como Ghost of Yotei e Marvel's Wolverine) fora do PC no lançamento. Para o antigo executivo, esta postura defensiva está diretamente ligada à antecipação da entrada da Valve no ecossistema tradicional de consolas.
"A Valve não comete muitos erros"
Eles [a Sony] veem o último prego no caixão com a Xbox e a rotatividade que lá existe", escreveu Ybarra. "O mais importante: eles veem a Valve como um novo grande concorrente. A Valve vai entrar na sala de estar e no mercado de consolas com a Steam Machine. A Valve não comete muitos erros e a Sony é inteligente ao perceber isso".
Quando questionado sobre como a nova consola da Valve se poderia diferenciar das opções mais baratas da concorrência, resumidamente a sua posição: "7.000 jogos. A maior base de jogadores".
Especificações técnicas e posicionamento
As informações técnicas divulgadas mostram que a nova Steam Machine não procura competir com os PCs topo de gama. O objetivo do hardware é oferecer um desempenho superior ao de cerca de 70% dos computadores atualmente utilizados pelos jogadores, tendo como base os dados do inquérito de hardware do próprio Steam.
Com um design compacto, a máquina procura colocar-se num nível técnico próximo do da PlayStation 5 e da Xbox Series X. As especificações incluem:
Processador: AMD baseado na arquitetura Zen 4.
Placa Gráfica (GPU): AMD RDNA 3 com 16 GB de memória RAM DDR5 partilhada.
Armazenamento: Opções de SSD NVMe até 2 TB.
Sistema Operativo: SteamOS (baseado em Linux).
A evolução da componente de compatibilidade Proton nos últimos anos vai permitir que o sistema operativo corra a esmagadora maioria dos jogos criados para Windows de forma nativa e optimizada para utilização com um comando.
O desafio do preço
Esta será a segunda tentativa da Valve de conquistar a sala de estar, depois do insucesso comercial da primeira geração de Steam Machines lançada em 2015. Dessa vez, o projeto foi prejudicado pela fragmentação do hardware e pela falta de compatibilidade de jogos no Linux. Atualmente, a empresa conta com a experiência e a infraestrutura tecnológica criadas pelo sucesso da Steam Deck.
A grande incógnita para saber qual será a viabilidade deste novo hardware em relação à PlayStation 5 será o preço final. A Valve vai ter o desafio de equilibrar os custos dos componentes actuais com a necessidade de apresentar um preço competitivo no mercado das consolas tradicionais.
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