Em 007 First Light, James Bond será mais dependente dos outros

 Novo diário de produção.

A IO Interactive publicou um novo vídeo da série de diários de produção de 007 First Light. Desta vez, a atenção vai inteiramente para a construção do protagonista: um jovem James Bond, no início da sua carreira, que ainda está a dar os primeiros passos no mundo da espionagem.

O argumentista principal do jogo, Michael Vogt, aproveitou a ocasião para explicar como a narrativa está a ser construída e como o meio interativo dos videojogos está a moldar esta nova versão do icónico agente secreto.


Um espião em evolução e motivado pelo idealismo

Vogt diz que 007 First Light não quer apresentar um James Bond totalmente formado. A história foca-se na sua fase inicial e no início da sua evolução. "Vamos dar-lhe uma direção, mas não queremos definir a personagem neste jogo. Na minha opinião, Bond é uma pessoa que cresce e evolui claramente, mas não é alguém que muda radicalmente", explicou o argumentista.

O tom do mundo do jogo também reflecte esta visão. Ao contrário do espião cínico e desgostoso a que o público se habituou em alguns filmes recentes, este jovem Bond distingue-se por ser aventureiro, carismático e motivado pelo idealismo. Está determinado a provar o seu valor e combina as qualidades clássicas, como a audácia, o sangue frio sob pressão e uma grande capacidade de decisão, com uma frescura nunca antes vista numa história de origem.


O agente que mudou o MI6

No jogo, o MI6 é inicialmente retratado como uma organização com aversão ao risco, cujas decisões são estritamente baseadas em dados analíticos. A entrada de James Bond vem agitar estas fundações.

Apesar de inexperiente, Bond possui qualidades inatas: tem "coração", é incrivelmente tenaz e está sempre disposto a correr riscos. Segundo Vogt, estas características fazem dele um verdadeiro "agente de mudança", alterando de forma efetiva a maneira como o próprio MI6 funciona daí em diante. "No fundo, ele muda o mundo, não é? Fá-lo continuamente", disse o escritor.

Maior dependência de aliados e colaboração no design

Vogt também explicou como a estrutura clássica de um guião está a ser adaptada em estreita colaboração com a equipa de design de níveis. Esta transição para os videojogos justificou uma curiosa mudança na dinâmica das personagens: este Bond confia decididamente mais nos outros do que é habitual na saga.

Esta maior dependência de aliados acontece por duas razões:

Narrativa: Bond ainda não é um agente veterano e está a aprender os contornos do ofício, precisando de apoio.

Mecânica de Jogo: Os jogos são fundamentalmente diferentes do cinema. Como os jogadores passam muito tempo sozinhos nos comandos a explorar os cenários, a interação constante com personagens secundárias é vital para evitar o isolamento e enriquecer a experiência.


Postar um comentário

Nos deixe saber sua opinião...

Postagem Anterior Próxima Postagem