Mais investimentos no anime e nas sagas da PlayStation.
A Sony Pictures Entertainment iniciou um grande processo de reestruturação que vai levar ao despedimento de centenas de empregados nos próximos meses. Os cortes cobrem as divisões de cinema, televisão e empresarial da companhia.
O anúncio foi feito pelo CEO da Sony Pictures, Ravi Ahuja, num memorando interno enviado aos funcionários. Ahuja justificou a decisão com a necessidade da empresa se adaptar “ao rumo que o negócio está a tomar, e não ao caminho que tem seguido”.
Esta vaga de despedimentos afetará algumas centenas de pessoas dentro de um universo global de 12.000 funcionários da organização.
Crescimento estratégico em vez de mero corte de custos
Fontes próximas do processo indicam que as reduções não são motivadas por contenção de custos, mas sim por uma "escolha estratégica e direcionada" para impulsionar o crescimento em áreas-chave para a empresa.
A companhia pretende focar os seus investimentos na estratégia de franquias, expansão de marcas, conteúdos para plataformas nativas (como o YouTube) e na conectividade de todo o ecossistema do Sony Group. Um dos grandes pilares deste novo rumo passa pelo reforço de produções de anime e por uma forte aposta nas adaptações televisivas e cinematográficas de videojogos da PlayStation, como os aguardados projetos de God of War e Helldivers.
Mudanças na liderança e fecho de estúdio VFX
A reestruturação traz também remodelações organizacionais importantes para o grupo:
- O Game Show Group da Sony será fundido com a Game Show Network, ficando sob a alçada de Suzanne Prete, presidente da divisão de concursos televisivos.
- O departamento de não-ficção da Sony Pictures Television passará a ser supervisionado por Katherine Pope, presidente dos estúdios de TV.
- O estúdio de efeitos visuais (VFX) Pixomondo será permanentemente encerrado.
- Ao nível da liderança executiva, John Zaccario (presidente da Game Show Network) e Colin Davis (vice-presidente executivo de desenvolvimento de comédia) encontram-se entre os nomes de topo diretamente afetados pelas saídas.
"Isto significa que alguns dos nossos colegas vão deixar a empresa", lamentou Ravi Ahuja no memorando partilhado. O CEO reconheceu que "estas são decisões difíceis", mas reduziu as posições em certas divisões para aumentar a concentração naquelas "que são mais críticas" para o futuro da Sony Pictures.
