O milagre do PSSR.
A Digital Foundry publicou a sua análise técnica a Pragmata, o novo jogo de ficção científica da Capcom. Desenvolvido no motor gráfico RE Engine, o jogo tem uma estrutura linear, misturando combate com andróides e mini-jogos de hacking para criar tensão. Apesar dos elogios à direção artística e ao humor do jogo, a análise técnica revelou que a versão dos consoles base obriga a grandes compromissos visuais, tornando o PS5 Pro na plataforma indispensável para uma melhor experiência.
Nos consoles PS5, PS5 Pro e Xbox Series X, Pragmata inclui tecnologia Ray Tracing (reflexos e iluminação global) e um sistema avançado de física nos cabelos da personagem Diana. Mas a forma como este desempenho é alcançado varia drasticamente de máquina para máquina.
PS5 e Xbox Series X: A luta pelos 1080p
A Digital Foundry refere a qualidade da imagem como o aspecto mais negativo da apresentação no PS5 e no Xbox Series X. Independentemente do modo escolhido, ambos os consoles rende rizam o jogo a uma resolução nativa de 1080p, utilizando a tecnologia básica de upscaling FSR1 da AMD. Isto dá origem a uma imagem com muito ruído visual, ghosting e serrilhado (pixel crawl) nas áreas iluminadas.
Existem dois modos visuais nestes consoles (ambos apontam para os 60 fotogramas por segundo):
- Modo Resolução (Enganador): A resolução não aumenta. A diferença é que mantém o Ray Tracing e o cabelo de alta qualidade. O desempenho é inconsistente, sofrendo quedas para os 50fps nos primeiros níveis, 40fps em áreas abertas e descendo até aos 35fps durante as cutscenes dos bosses. O Ray Tracing melhora os reflexos face ao clássico SSR, mas introduz artefactos e algum ruído visual na iluminação.
- Modo Framerate: Desativa o Ray Tracing (revertendo para o SSR clássico) e reduz a qualidade do cabelo. Em troca, garante uns muito estáveis 60 fotogramas por segundo do início ao fim.
- A única diferença notável entre a PS5 e a Xbox Series X base prende-se com as sombras: a Series X rende riza mais sombras em alguns níveis (possivelmente devido a um bug na PS5) , mas as suas sombras dinâmicas têm uma resolução inferior à da consola da Sony, resultando num visual mais serrilhado.
Curiosamente, a Digital Foundry encontrou um bug na PS5: ao carregar um save originário de um PS5 Pro, o jogo corre a 1440p nativos (em vez de 1080p), o que limpa a imagem, mas reduz o desempenho para 40/50fps.
PS5 Pro: A versão definitiva
A PS5 Pro apresenta-se como um verdadeiro salto de geração neste jogo, resolvendo quase todos os problemas de qualidade de imagem graças ao upscaling por inteligência artificial PSSR.
A consola renderiza o jogo a uma resolução base mais baixa (864p nativos) e reconstrói a imagem para 4K. Esta técnica limpa todo o serrilhado e ruído visual presentes nas consolas base. No que toca ao desempenho:
- Modo Padrão: Mantém o Ray Tracing e os cabelos de alta qualidade ativos por defeito, garantindo 60fps sólidos (sem as quedas da PS5 base). O único senão é que os reflexos Ray Tracing são ligeiramente mais desfocados do que na PS5 normal, devido à resolução nativa de 864p.
- Modo High Framerate: Exclusivo da Pro, desbloqueia a taxa de fotogramas e ativa os 120Hz. A resolução nativa de 864p é aumentada para 1440p (via PSSR), permitindo que o jogo atinja entre 80 a 100fps, ou 70fps nos momentos de maior caos. Ideal para ecrãs com tecnologia VRR.
Xbox Series S: Profundos compromissos a favor da fluidez
O consoles mais acessível da Microsoft foca-se totalmente no desempenho, não oferecendo modos gráficos nas opções. O Xbox Series S corre o jogo a uns perfeitamente estáveis 60 fotogramas por segundo em todas as situações (incluindo em cutscenes e no mundo aberto).