Ghost of Yotei, Saros e Wolverine ficam na PS5.
A Sony vai alterar drasticamente a sua estratégia para o mercado de videojogos no PC. Confirmando os rumores que já tínhamos noticiado, um novo artigo publicado hoje pelo Bloomberg revela que a gigante japonesa não pretende lançar os seus grandes jogos single-player da PlayStation 5 nos computadores, sendo um regresso definitivo à exclusividade de hardware.
A decisão é tomada depois de quase seis anos de investimentos graduais em conversões multiplataforma, com títulos como God of War, Spider-Man e Horizon a chegarem aos jogadores do PC. A reviravolta, que segundo fontes internas já está em vigor, afeta imediatamente as maiores produções em desenvolvimento nos PlayStation Studios.
Ghost of Yotei, Saros e Wolverine ficam na PS5
De acordo com a Bloomberg, os planos internos para produzir versões PC de jogos altamente aguardados, como Ghost of Yotei e o novo Saros, foram cancelados de forma definitiva nas últimas semanas. O mesmo destino aplica-se a Marvel's Wolverine, que permanecerá como um exclusivo de peso para o ecossistema fechado da PlayStation.
Apesar deste forte recuo nos jogos narrativos, a Sony vai manter a aposta no PC para experiências multijogador e de serviço contínuo (GaaS). Títulos com forte foco online, como Marathon (que chega já amanhã, 5 de março) e Marvel Tokon, continuarão a ter lançamentos multiplataforma simultâneos. A lógica da empresa dita que os jogos multijogador necessitam obrigatoriamente de uma base ativa de jogadores mais alargada para garantirem rentabilidade a longo prazo.
Existem ainda exceções para projetos financiados pela Sony, desenvolvidos por parceiros externos. Jogos como Death Stranding 2: On the Beach e Kena: Scars of Kosmora mantêm as suas versões de computador confirmadas, indicando que os estúdios externos têm autonomia contratual sobre as plataformas de lançamento.
As razões por trás da reviravolta
A investigação de Jason Schreier e outras informações apontam três fatores importantes que motivaram essa mudança de rumo nos corredores da PlayStation:
Vendas abaixo das expectativas: Várias conversões recentes de grande orçamento não atingiram os objetivos comerciais desejados no mercado de PC, gerando uma fração muito reduzida das receitas totais da divisão.
Proteção da marca e do hardware: Uma fação interna da Sony argumentou com sucesso que a disponibilização das suas obras-primas no PC estava a diluir o valor da marca PlayStation e a mitigar a necessidade dos consumidores adquirirem a consola PS5 e os seus sucessores.
Ameaça da próxima Xbox: Fortes indícios na indústria sugerem que a próxima geração de hardware da Microsoft funcionará como um PC híbrido, capaz de ter lojas de terceiros como o Steam. Lançar os exclusivos PlayStation no Steam significaria, indiretamente, torná-los jogáveis no hardware da principal concorrente, uma linha vermelha para a gestão nipónica.
Esta informação não foi comentada oficialmente pelos porta-vozes da PlayStation, que mantêm o silêncio da empresa, mas as movimentações internas garantem que o foco principal regressou à venda de consolas.
