Com os rumores a apontarem para um lançamento entre o final de 2027 e o início de 2028, a PlayStation 6 já começa a ser tema recorrente nos bastidores da indústria. Mas de acordo com o fundador da Alderon Games (estúdio responsável por Path of Titans), o maior desafio da Sony não será a tecnologia em si, mas sim convencer os jogadores a abrirem os cordões à bolsa para darem o salto de geração.
Numa participação no podcast "Moore's Law is Dead, - Broken Silicon", Matthew Cassells partilhou algumas estatísticas curiosas do seu próprio estúdio e levantou questões relevantes sobre o salto de gerações. Segundo o produtor, cerca de 30 a 40 por cento dos jogadores dos seus títulos nas consolas da Sony ainda se encontram a jogar na velhinha PlayStation 4 (base), porque simplesmente "não viram um salto suficientemente grande na PlayStation 5 para atualizar".
O salto para a PS6 e o perigo do "cross-gen"
Cassells acredita que a transição da PS4 para a PS6 será óbvia e apelativa, descrevendo-a como um salto semelhante ao da PS2 para a PS3, especialmente num "mundo pós-GTA 6". Mas o verdadeiro problema da Sony será convencer quem já está na atual geração (PS5 e PS5 Pro).
"Essas pessoas vão ver uma diferença suficientemente notória?", questionou o produtor. "Vais mesmo atualizar apenas por uma melhoria no ray tracing? Vai ser difícil de justificar."
Este descrédito quanto à taxa de adesão levanta um problema grave para toda a indústria: o prolongamento do período cross-gen (jogos lançados para duas gerações em simultâneo). Cassells refere que só agora, quase seis anos depois do lançamento da PS5 e da Xbox Series X|S, é que os produtores se estão a libertar dos laços do hardware antigo (como os discos rígidos HDD da PS4), permitindo-lhes criar jogos visualmente impressionantes sem restrições. Se os jogadores demorarem a adotar a PS6, os estúdios serão forçados a continuar a nivelar por baixo os seus novos jogos para correrem na PS5.
Uma consola portátil a 399$?
Para contornar este problema e criar uma proposta irrecusável, o fundador da Alderon Games sugere que a Sony tem de ser inteligente no alinhamento de lançamento da próxima geração.
A sua solução ideal envolveria a Sony diversificar a oferta, apostando num dispositivo portátil acessível (algo que os rumores já indicam estar em desenvolvimento) que pudesse custar cerca de 399$ e oferecer gráficos superiores aos da PS5 base.
Resta agora aguardar para ver quais são os trunfos que a Sony está a preparar para justificar a compra da sua próxima máquina, a PS6.

Console PC Gamer? Sinceramente se quer frame gen de qualidade vá pro PC, não adianta tentar replicar algo que comprometerá a qualidade audiovisual do console pois rt e fg usam muita vram e no console mesmo que o ps6 tenha 64gb de ram, esta memoria será compartilhada.
Prefiro a plataforma aberta que o Pc Gamer oferece, enquanto donos de console pagam valores abusivos para jogar online e manter serviços de games para console ativos, uso este valor para fazer upgrades no meu setup. A medio e longo prazo meu gasto com o PC gamer tem sido relativamente mais economico do que na época que jogava no console. Manter um PS5, Xbox ou NS2 hoje em dia é igual vender um rim por jogo pra hardware obsoleto que compartilha vram não entregando todo poder da cpu e gpu integrada. O PS5 Pro se tivesse ao menos 2 gb de ram a mais talvez seria suficiente pra ter uma fg decente, mas rt alto seria impossivel ainda.