Já foi testado na PS5 Pro com F1 25.
Ainda falta algum tempo para vermos a PlayStation 6 nas prateleiras, mas as conversas sobre o seu poder gráfico são agora recorrentes. A grande novidade é que a próxima consola da Sony poderá ser capaz de correr Path Tracing, uma versão extremamente avançada e pesada do já conhecido Ray Tracing, a uns fluidos 60 fotogramas por segundo.
A surpresa na PS5 Pro com o F1 25
Toda esta discussão teve um ponto de partida curioso. No recente evento GDC 26, a EA e a Codemasters mostraram um vídeo do jogo F1 25 a correr com Path Tracing na atual PlayStation 5 Pro.
O jogo correu a uma resolução interna de 1080p (sendo depois melhorado para 4K com a tecnologia de inteligência artificial PSSR da Sony) e mantinha 30 FPS nas pistas durante o dia. Para conseguirem isto, a equipa de pesquisa da EA (conhecida como SEED) fez uma grande otimização com o nome de código "ORCA". Esta otimização reduziu o peso de processamento da imagem de 42,32 milissegundos para apenas 23,36 milissegundos (o que na prática até chega para 40 FPS, dando bastante margem de manobra para fixar a imagem a 30 FPS).
O salto gigante com a arquitetura RDNA 5
A nova máquina deverá utilizar a arquitetura gráfica RDNA 5 da AMD, que foi literalmente construída a pensar no Path Tracing. Rumores indicam que a PS6 terá um desempenho de Ray Tracing até 10 vezes superior ao da PS5 original (embora os ganhos reais de fluidez nos jogos normais fiquem mais perto do triplo). Como referiu o jornalista Richard Leadbetter da Digital Foundry, não há motivo para a PS6 não conseguir empurrar o Path Tracing para a casa dos 60 FPS.
A limitação de uma consola portátil
Mas nem tudo são rosas. Apesar da placa gráfica da PS6 não ser um problema, a consola pode acabar a ser "puxada para trás" por um motivo externo: uma nova consola portátil da PlayStation.
Segundo KeplerL2, um conhecido informador dos planos da AMD no fórum NeoGAF, o problema estará no processador (CPU). Se a Sony exigir que todos os jogos da PS6 tenham suporte obrigatório e corram também na sua nova máquina portátil, os criadores vão ter de se limitar muito. Isto significa que coisas que dependem fortemente do CPU, como uma física muito realista ou colocar multidões gigantes nas ruas de um jogo, poderão ter de ser cortadas ou simplificadas, simplesmente para funcionarem na consola mais pequena.
No seu podcast semanal, a equipe da Digital Foundry analisou este teste e chegou a uma conclusão: se a PS5 Pro já consegue fazer isto, a PlayStation 6 pode ser um verdadeiro "monstro".
A Sony terá uma grande missão pela frente: libertar 100% do poder absoluto da nova consola de sala, ou nivelar a escala dos jogos para conseguir abraçar o mercado portátil. Uma verdadeira dor de cabeça para os estúdios que querem tirar o máximo partido do novo hardware.